Film / 8:39 / 2019
960 × 490Mona
A short film I directed and edited, moving between night-time street scenes, intimate domestic moments and a theatrical performance space. The contrast between everyday surroundings and staged portraiture runs through its visual language. Mona was an official selection at the Tiradentes Film Festival.
Early independent work
Made during my formative years in cinema, with personal resources and a small production setup. It captures the beginning of the visual instincts I bring to my work today.
My role
Direction / Editing
Festival recognition
- Official selection · Tiradentes Film Festival
Film · 20198:39 · Landscape
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Visual description
Visual summary from sampled frames: A nighttime street scene with several people leads into the handwritten title “Mona”. Interior scenes follow a young woman in a bathroom and a lived-in bedroom filled with clothes, bags, photographs and a dressing-table mirror. Two people sit close together on the bed. A contrasting scene shows a person with glasses gesturing in a red-lit interior. The film returns to the woman standing beside the bedroom window, then closes with credits over dark imagery. This summary does not describe every scene or communicate all of the film’s visual storytelling.
Transcript · Português
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Não venha querer se consolar Cadê que ele nunca funcionou? Cadê que ele nada resolveu? Quá, quá, quá, quá, quem riu? Quá, quá, quá, quá, fui eu Quá, quá, quá, quá, quem riu? Quá, quá, quá, quá, fui eu E dançou mais eu Hoje tu não vai jantar Tem barata, tem cabelo Na cantina do amigo Diga, diga, diga Você já reparou com essa sociedade? Tudo é quadrado? O celular que você fica o dia inteiro com de nada é quadrado. A televisão que você passa boa parte do seu tempo é quadrada. O computador que você vê é quadrado. Olha essa janela é quadrada. A toalha que você toma banho é quadrada. Tudo é quadrado. Querem deixar a gente quadrado. Agora olha ali meu janelão. Olha ali meu bato dele. Vê se tem alguma coisa quadrada. Não. Ah, a bisacuba! Uhum, não, não. Psssss. Vou buscar água. Não, não, não, não. Não, não, não, não. Depois do amor Resiste o amor Depois do horror Até o amor se é bom Ele é tão ruim Tão ruim Até o amor se é bom Ele é tão ruim Tão ruim o teu corpo aqui do meu lado maior Que o meu cobertor não é o monstro que eu acho É salvador É meu salvador, salvador É meu salvador, ex... Boa, muninha! Venha cá! Não, mas sabe qual é a brisa maior? Sabe qual é a brisa disso tudo? Hoje, a gente já falou das teorias dos quadrados pra essas meninas e tu fez o truque da janela. E o que me lembra isso é um texto que eu tô fazendo no teatro que é assim, ó. Janela de ônibus é danada pra botar a gente pra pensar, ainda mais quando a viagem é longa. Um homem na BR olhando pro nada, uma mulher com saco de capim na cabeça e o sol estalando nas suas costas e os políticos dando as costas. Janela de ônibus é danada pra botar a gente pra pensar, ainda mais quando a viagem é longa. é janela de ônibus é danada pra botar a gente pra pensar, ainda mais quando a viagem é longa igrejinhas no canto da BR é janela de ônibus é danada pra botar a gente pra pensar, ainda mais quando a viagem é longa miró da murimeca isso é massa né oi meu amigo não, eu também não, eu também não sei o que eu tenho Depois do amor Resiste o amor depois do horror Até o amor ser bom ele é tão ruim, tão ruim Até o amor ser bom ele é tão ruim, tão ruim o meu lado maior que o meu cobertor não é o monstro que eu acho
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